O Ser que busca a humana...

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Eu não sou eu, nem sou você. Sou qualquer coisa de intermédio, pilar da ponte de tédio. Que vai de mim para o outro. Mário de Sá - Carneiro

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pensamentos soltos e imperfeitamente condizentes.

E não me entenda!!!
Por que eu?
Eu não me entendo...
... Sou mutação de outras definições...
Não lhes apresento meu lado ruim.
Apenas o real abafado.
Que camufla a todo tempo.
Tenho lá minhas considerações, suas considerações.
Enfim...apenas considerações.
Não sei o que é inteligência.
Vivo de dúvidas, sou uma dúvida perene.
Saber é muito extenso para mim.
Não existe o lado certo.
Existe sua exigência de ponto de vista favorável.
Gosto de excitação.
Gosto de uma mera dosagem de santidade.
Minha fé é instável, mas acredito em Deus.
Não, não sei escrever...
Sou reflexo errôneo, inconsistente de outros escritos.
Uma imitação...Talvez?
Detestem-me!
Deixem-me no vácuo!
Repudiem-me!
Mas jamais irão me esquecer!
Também faço história, mesmo que para os niilistas de ideologias!
Gosto de falar sobre "eu".
Sou um alterego interessante.
Possa ser que venha a me interessar por você, por ele, por aquele...
Diferente ou indiferente. Extremo ou não.
Mas por hora, dedico-me. Egoisticamente!
E tenho duas consideráveis loucuras:
Ao mesmo tempo em que  me martirizo por ser assim...dúvidas...amo-me.
Porque sou a que me completo, mesmo sendo a pior das cumplicidades.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Inteligência

Ela leu.
Ele leu.
Eles leram...
Um para o outro.
Enlaçados, afagados.
Aquecidos pelo som das próprias vozes.
Sorveram juntos o aroma dos códigos russos.
Riram nas comédias.
Dialogaram nos dramas.
Entreolharam-se nas pausas.
Beijaram-se nas conclusões.
Foram cúmplices, intérpretes, co-autores e leitores.
Ele lia, ela aprendia.
Ela lia, ele se embalava.
Foi por meio dos Contos de Tchekhov que mais admirei a cumplicidade do amor entre duas pessoas.