O Ser que busca a humana...

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Eu não sou eu, nem sou você. Sou qualquer coisa de intermédio, pilar da ponte de tédio. Que vai de mim para o outro. Mário de Sá - Carneiro

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Socorro! Acudam os meus ouvidos

Quando penso que aos sábados e domingos eles estariam em descanso, eis que surgem antes das oito da matina. – Isso mesmo! Antes do horário sugerido, roubando minutos do descanso auditivo, os números politicamente musicalizados.
Surgem numa voz que não se sabe de onde. Os alienados entram sem pedir licença na audição alheia, farreiam nas ruas da cidade, são 13, 45,15 e outros sequenciados, carreados, distorcidos e enigmáticos. Todos na intenção de sensibilizar os ouvidos e depois penetrar nas mentes. É o marketing da politicagem moderna.
Não importa a alegoria, ela vem adesivamente, santificadamente, propositalmente e dissimuladamente nos enchendo com as suas bizarrices musicais. Após longos minutos de TORTURA NUMEROLÓGICA MUSICAL, volto para os meus aposentos aos trancos e barrancos tentando não acompanhar a ladainha, mas fui vencida pelo cansaço. Afinal, água mole pedra dura, tanto bate até que fura!

Produzido em 27/10/2008

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Lareira



Vaguei por algumas vias, adentrei em becos desconhecidos, procurando algum estabelecimento que transformasse minhas palavras em algo concreto. Na paralela da via que estava percorrendo, uma leve fumaça com cheiro de madeira madura, languidamente pegou-me pelas mãos fazendo com que adentrasse naquele recinto.

Não me esqueço e ainda sinto aquele ar morno, o barulho do silêncio, gestos se transformando em códigos para serem interpretados abstratamente. Não se sabiam as origens, somente que ali havia uma Lareira.

Enquanto crepitava a madeira, outro abstrato concretista começara a construir um diálogo e simpaticamente a concretização da palavra ia se fazendo através de algumas identificações de ideais, pensamentos e visões. Por uns instantes, inebriada não só com a fumaça aconchegante, como também no desenrolar das decodificações, temi que tivesse caído no conto da abstração, mas os meus códigos se faziam realmente concretos perante outro ser.

Juntamente com a Lareira, compreensão das palavras proferidas e de um diálogo enriquecedor, que este ser, abstrato concretista, se faz presente até hoje em minhas explanações sobre vida, mundo, pessoas e escritas.
O Planeta Chumbo codifica em um viés abstrato diferente dos Caracteres, mas sua amizade além de continuar a concretizar diálogos pertinentes, solidificou a minha admiração, se fez imortal!

Juliana Barreto

domingo, 18 de julho de 2010

Breve...

Cof...cof...poeiras...teias... mistura de mofo com novas brisas de novidades.

Estou saindo de um ciclo para entrar em outro.

Nova pesquisadora tentando adentrar na minha alma de simples estudante mortal. hahahahaha